Centro Hospitalar do Algarve e Centro Hospitalar Lisboa Norte celebraram Protocolos de afiliação e cooperação nas áreas de Oncologia, Ortopedia e Cirurgia Vascular

Foram assinados esta quarta-feira, dia 22 de junho de 2016, na Sede do INFARMED, os protocolos de afiliação e cooperação entre a Região de Saúde do Algarve e de Lisboa e Vale do Tejo, designadamente, entre o Centro Hospitalar do Algarve, EPE e o Centro Hospitalar Lisboa Norte, EPE, pelos presidentes do Conselho Diretivo da ARS Algarve, Dr. Moura Reis, do Conselho Diretivo da ARS LVT, Dra. Rosa Valente de Matos, dos Conselhos de Administração do Centro Hospitalar do Algarve, Dr. Joaquim Ramalho e do Centro Hospitalar Lisboa Norte, Dr. Carlos Martins.

Estes protocolos de cooperação para as áreas de Oncologia, Ortopedia e Cirurgia Vascular têm a duração de três anos e abrangem as vertentes de cooperação técnica, documentação e informação, formação e especialização, investigação e prestação de serviços de saúde através da partilha de recursos humanos.

No que respeita à área da Ortopedia, o protocolo agora estabelecido visa criar condições para a recuperação da idoneidade formativa nesta especialidade, a qual ficou comprometida aquando da última avaliação. Já no âmbito da cirurgia vascular, o protocolo assinado, para além da vertente assistencial, tem como objetivo o apoio à criação de um serviço de Cirurgia Vascular, inexistente até à data no Algarve.

No decorrer da sessão durante a qual foram estabelecidos um conjunto de protocolos de afiliação entre as instituições de saúde da região de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), da região do Alentejo (ARS Alentejo) e da região do Algarve (ARS Algarve), o Ministro da Saúde, Dr. Adalberto Campos Fernandes, destacou a importância destes protocolos de afiliação para reforçar e incentivar a cooperação entre os diferentes hospitais e regiões de saúde para em conjunto responderem cada vez mais de uma forma eficaz, efetiva e justa às reais necessidades dos cidadãos.

No mesmo âmbito, o Presidente da ARS Algarve destacou que estes protocolos vão permitir que «os hospitais deixem de trabalhar isolados e passem a trabalhar em conjunto e de uma forma mais eficaz. Ou seja, os hospitais irão reforçar a colaboração entre eles no sentido de haver uma melhoria da prestação de cuidados de saúde a todos os nossos utentes», salientando as cinco vertentes essenciais em que assentam estes protocolos: «a prestação de serviços de saúde, a cooperação técnica, troca de informação e do conhecimento, assim como a área da formação e de especialização, a troca de profissionais, formas de estar e de aprender entre os hospitais mais diferenciados e os menos diferenciados.»

Outro aspeto focado pelo dirigente da ARS Algarve foi a área da investigação, dando como exemplo a recente criação do Centro Académico do Algarve que «irá num futuro próximo contribuir para a fixação de médicos na nossa região e que desta forma poderão conciliar as suas carreiras médicas com a investigação».

Por seu lado, o Presidente do CHA, Dr. Joaquim Ramalho sublinhou os benefícios que estas parceiras trazem para as unidades hospitalares: «Para além do apoio à formação e à diferenciação, estas parcerias são muito importantes para nós, no aspeto organizacional, e constituem, simultaneamente um instrumento para abertura dos hospitais, fomentando as relações intra e interinstitucionais. Em suma, vão contribuir para o desenvolvimento e consolidação de instituições com uma cultura organizacional mais forte e um ambiente interno mais favorável à realização pessoal e profissional, o que, com profissionais motivados, permitirá prestar mais e melhores cuidados de saúde a todos os cidadãos do Algarve, criando serviços de excelência com capacidade para prestar cuidados de proximidade adequados às necessidades em saúde da população, reduzindo-se assim fortemente a transferência de doentes para fora da região».

No mesmo sentido, o Presidente do CHLN, Dr. Carlos Martins enalteceu esta iniciativa do Ministério da Saúde ao incentivar este tipo de parceiras que contribuem «para ajudar os hospitais a refundar, a reorganizar e a melhorar os seus serviços e desta forma assegurarem os cuidados de saúde de proximidade e aposta no desenvolvimento e criação de serviços diferenciados nos hospitais mais carenciados». 

Publicado em: Quinta, 23/06/2016